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Teólogos debatem o “Novo Calvinismo”

Movimento quer trazer jovens às raízes
Três pastores reformados recentemente sentaram juntos nos Estados Unidos para conversar sobre o Novo Calvinismo que esteve varrendo a nova geração de Cristãos. É um movimento para jovens fiéis voltarem às raízes – ou seja, a Escritura e a soberania de Deus.
“Você tem uma geração de Cristãos que cresceram em uma cultura predominantemente secular e não são parte de uma cultura de Igreja,” disse o Dr. Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, em uma discussão informal realizado por The Gospel Coalition.
“Eles estão percebendo que alguma coisa tem de explicar como chegaram à fé no Senhor Jesus Cristo. Eles têm uma determinação absoluta, pode-se dizer, para deixar claro que o seu primeiro princípio é a soberania de Deus, não a soberania de si mesmo.”
O reverendo Kevin DeYoung, pastor sênior da Igreja University Reformed em East Lansing, Michigan, acredita que parte do apelo do Novo Calvinismo é que “tem algum músculo para isso” e é “robusto em doutrina.”
Há um sentido renovado de que “a soberania de Deus é bíblica e extraordinariamente importante, que Deus nos ama antes que o amássemos, que Ele é o único que faz o trabalho decisivo para a nossa salvação,” disse o jovem pastor.
Nos últimos anos, os pastores têm ponderado o aumento do interesse na teologia reformada – que inclui a manutenção da autoridade da Escritura, a soberania de Deus e a soberania da graça – com alguns propondo que se está saindo de uma inquietação e insatisfação com o evangelicalismo contemporâneo.
“Cansado de Igrejas que buscam entreter mais do que ensinar, sentindo falta depois da carne verdadeira da Palavra, estes jovens estão buscando doutrina e estão se tornando rapidamente novos Calvinistas,” afirma uma postagem no blog popular cristão Internet Monk.
Mohler foi identificado como um dos teólogos evangélicos contribuindo para o ressurgimento. Outros incluem o teólogo batista John Piper, CJ Mahaney das Igrejas da Sovereign Grace, e Mark Driscoll, Igreja Mars Hill.
“A novidade é que você tem gente nova em um novo tempo que estão redescobrindo os mesmos tipos de instintos teológicos e impulsos que levaram à Reforma e os encontra nas mesmas fontes – a Escritura,” explicou Mohler.
E o desejo por respostas carnais a perguntas como “como a graça de Deus vem a mim” emergem” de jovens que tentam nadar contra a maré do secularismo,” disse o conhecido evangélico.
O teólogo reformado Ligon Duncan explica o fenômeno desta maneira, “Eu acho que as antigas tradições confessionais abandonam sua fidelidade a algumas das grandes verdades que todos os protestantes têm valorizado porque nós os encontramos nas Escrituras, e os vemos no âmago do que a vida cristã e ministério são aproximadamente, você tem uma nova geração de pessoas que estão vasculhando a nossa lixeiras e dizendo ‘isso é ótimo, porque nunca ninguém me falou sobre isso?'”
Enquanto os jovens redescobrem as verdades bíblicas, DeYoung considera que pode “realmente revigorar evangélicos.”
Enquanto isso, para Mohler, o rótulo – se é o Novo Calvinismo – não importa.
Tudo se resume às Escrituras e “estar comprometido com o Evangelho, querendo ver a alegrar as nações em nome de Cristo, e querendo ver Igrejas evangélicas construídas e comprometidas,” indicou Mohler.
“Se você vai mergulhar profundamente as Escrituras, se você vai ter que explicar por que as Escrituras têm essa autoridade … [e] como isso se deu certo na vida, francamente, eu não ligo para como você rotula isso, você vai acabar em um bom lugar.”
Globalmente, as três teólogos estão animados.
“Eu acho que é uma coisa maravilhosa e puramente boa que esta nova geração esteja profundamente bíblica, profundamente apaixonada, profundamente convicta, cada vez mais confessional e pronto para fazer algo grande para o nome do Senhor Jesus Cristo,” disse Mohler.
Christian Post / Creio

Algumas coisas que os não-calvinistas deveriam saber sobre o Calvinismo

Por Colin Maxwell
Esta é uma tentativa de corrigir alguns dos mal-entendidos sobre o Calvinismo. Isto não pretende ser uma defesa doutrinária detalhada das Doutrinas da Graça.
1) Calvinismo e Hiper-calvinismo são pólos opostos. Os termos não devem ser usados como sinônimos. Um hiper-calvinista não é apenas um calvinista zeloso. Ambos consideram o outro como calvinistas “mistos”. Ninguém chama a si mesmo de hiper-calvinista.
2) Sim, os calvinistas se dividem em várias facções. Mas existem muitas escolas doutrinárias, e.g. Dispensacionalismo, Governo da Igreja, Adoração… nós cantamos somente Salmos ou usamos hinos? Quais hinos? Nós usamos música? Qual música? Com que conjunto de textos nós baseamos nossa tradução da Bíblia? É o Textus Receptus que é importante ou a (KJV) AV ? Ou ambos? Etc.
3) O termo livre-arbítrio precisa ser definido para evitar confusão. Calvinistas poderão afirmá-lo ou negá-lo, dependendo do que eles acham que você quis dizer… Isto algumas vezes leva a acusações de contradição. Consulte as Confissões Calvinistas padrão, e.g. a Confissão de Fé de Westminster, capítulo 9, para uma definição de termos.
4) O termo livre agência não é automaticamente o mesmo que livre-arbítrio quando usado por um calvinista. Ele é o termo calvinista preferido para livre-arbítrio. Preferido de forma a evitar a confusão tratada no ponto acima.
5) Calvinistas acreditam na responsabilidade do homem, mas negam sua capacidade de arrepender-se e crer no Evangelho. Os dois termos não são sinônimos. Calvinistas crêem que a incapacidade do homem de arrepender-se e crer é causada por seu próprio pecado, e a sua incapacidade não anula a sua responsabilidade.
6) Calvinistas não acreditam que os homens são fantoches, bonecos de madeira ou robôs, mas seres responsáveis e tratados assim por Deus, mesmo quando decaídos.
7) Calvinistas não são fatalistas. Calvinistas acreditam que Deus ordenou o fim e também os meios para este fim. Portanto, eles crêem no evangelismo como o meio que Deus usa para cumprir sua intenção de salvar os eleitos. Não é verdadeiro dizer que os calvinistas acreditam que Deus salva homens sem o Evangelho. Calvinistas acreditam em oração.
8) Calvinistas acreditam que é obrigação dos homens arrependerem-se e crerem no Evangelho. Esta é um de nossas disputas com alguns hiper-calvinistas.
9) Calvinistas acreditam que o Evangelho deve (para citar Calvino) ser pregado indiscriminadamente aos eleitos e réprobos (Comentário de Isaías 54:13), visto que não sabemos quem são eles, mas somente Deus.
10) Calvinistas não limitam o valor ou mérito ou dignidade do sangue de Cristo. Eles limitam a intenção do sangue para salvar qualquer um além dos eleitos. Nós estamos satisfeitos o bastante (como estava João Calvino) com a afirmação de que o sangue de Cristo é suficiente para o mundo inteiro, mas eficiente somente para os eleitos.
11) Calvinistas não pregam apenas os Cinco Pontos e nada mais. Pelo menos não mais que Dispensacionalistas que pregam apenas sobre profecias ou Pentecostais que só pregam sobre os dons do Espírito, etc.
12) Calvinistas não lêem os Cinco Pontos em todos os textos da Escritura. Muitos dos maiores comentários bíblicos, amados e valorizados por todos os cristãos (e.g, Mattew Henry) foram escritos por calvinistas.
13) Calvinistas acreditam que os homens podem resistir ao Espírito Santo. Eles acreditam que mesmo os eleitos podem resistir ao Espírito Santo, e o fazem… mas somente até o momento em que o Espírito regenera seus corações de forma que não resistam mais a Ele. Os não-eleitos efetivamente resistem a ele por toda a vida.
14) Calvinistas não acreditam que todos os homens são levados se debatendo e gritando irresistivelmente a Cristo. Nós acreditamos na graça irresistível. A vontade não é ignorada na salvação. Nenhum homem vem a Cristo involuntariamente, ou se lamenta por ter sido trazido.
15) Calvinistas não acreditam que existam almas lá fora que querem ser salvas, mas não podem ser salvas porque não são eleitas.
16) Calvinistas, sem ter acesso ao Livro da Vida do Cordeiro, vêem todo homem como potencialmente eleito e pregam o evangelho a ele.
17) Calvinistas acreditam na eleição incondicional mas eles não acreditam na salvação incondicional. A não ser que o homem nasça de novo, ele não entrará no Reino dos céus (João 3:3). A não ser que ele se arrependa, ele perecerá (Lucas 13:3). A não ser que seja convertido, etc… todas estas são condições da salvação.
18) Calvinistas acreditam que a regeneração precede a fé em Cristo. Nós não confundimos o termo regeneração com justificação ou salvação. O Espírito de Deus regenera o pecador eleito capacitando-o a abandonar seu pecado e voluntariamente abraçar a Cristo e então ser justificado pela fé e salvo pela eternidade. Regeneração, portanto, não é sinônimo de justificação ou salvação assim como convicação de pecado não é sinônimo de conversão a Cristo.
19) Perseverança dos santos não significa que os calvinistas crêem que eles podem levar sua querida vida sem qualquer referência a observar o poder de Deus. Isto simplesmente significa que nós cremos que os cristãos provarão ser vencedores, de acordo com 1 João 5:4-5, etc…
20) Alguns calvinistas usam a frase redenção particular em oposição à expiação limitada porque eles podem ver como a posição da redenção geral também limita a expiação, embora de uma forma diferente, isto é, ela não realiza a tudo que se pretende.
21) Calvinistas não acreditam que João Calvino era infalível… não mais que Metodistas acreditam que João Wesley foi infalível ou Dispensacionalistas dão a Schofield ou John Darby a palavra final.
22) Embora os calvinistas creiam que a graça salvadora e o arrependimento são dons de Deus, dados somente a seus eleitos, eles não crêem que Deus exercita a fé por eles ou arrepende-se por eles. O pecador eleito, capacitado pelo poder de Deus, realmente se arrepende e crê por si mesmo.
23) Embora possa não haver um meio-termo real entre a posição calvinista e aquela dos não-calvinistas, ainda assim muitos calvinistas acreditam que os dois lados realmente pregam o Evangelho. Apesar de nossas diferenças em muitos dos detalhes, um homem que prega que Cristo morreu pelos ímpios e que a obra foi suficiente para salvar aquele que se arrepende e crê está realmente pregando o Evangelho. Nós nos regozijamos na pregação do Evangelho de John Wesley tanto quanto na de George Whitefield, apesar de (naturalmente) considerarmos Whitefield um teólogo melhor.
24) Não há nenhuma contradição ou paradoxo entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. Em nenhum lugar a Escritura diz que o homem é responsável porque ele é livre, ou seja, a afirmação de que a responsabilidade pressupõe a liberdade é uma falácia. Pelo contrário, a Escritura ensina que o homem é responsável porque Deus, que é soberano, o considerada assim. Além do mais, Paulo, em Romanos 1, afirma que é o conhecimento inato do homem que o torna responsável pelos seus atos, e não a sua suposta liberdade. Isso está de acordo com o que Jesus diz em João 9:41: “Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado”.
25) Embora os calvinistas creiam que até mesmo atos pecaminosos são ordenados por Deus (Efésios 1:11/Provérbios 16:4), isso não faz de Deus o autor do pecado. Concordamos com o Dr. Clark, que ao escrever seu livro sobre o problema do mal, disse: “Deus não é o autor deste livro, como os arminianos seriam os primeiros a admitir; mas ele é a causa última dele, como a Bíblia ensina. Todavia, eu sou o autor. Autoridade, portanto, é um tipo de causa, mas há outros tipos. O autor de um livro é a sua causa imediata; Deus é a sua causa última… Deus não comete mais pecado do que ele está escrevendo essas palavras”.
Então, aqui está. Eu não espero que esta lista realmente convença alguém da verdade da posição calvinista. Isto não intenta ser uma defesa doutrinária do Calvinismo. Eu dei poucas referências porque queria manter curto e de fácil acesso. As confissões calvinistas padrão (isto é, a Confissão de Fé de Westminster, etc.) devem ser consultadas para afirmações definitivas.
***Muitos acham que o calvinismo é exclusivista, errado ! O calvinismo apenas mostra a Soberania de Deus em relação a salvação do homem. Deus salva porque Ele quer, não por causa das obras (Rm 9.11). Li e aprovei todo o texto acima, e espero, como disse o autor do texto, que esta lista não convença-o das confissões calvinistas; até porque considero o calvinismo tanto o arminianismo, formas de convicções.***
Graça e Paz,
Soli Deo Gloria
Matheus Bastos

Por que o homem é incapaz de voltar para Deus?

“Suas ações não lhes permitem voltar para o seu Deus. Um espírito de prostituição está no coração deles; não reconhecem o Senhor”. Os 5:4image
As duras palavras ditas por Deus através do profeta era dirigida aos religiosos, ao povo em geral e à família real, sem deixar ninguém de fora: “Ouçam isto, sacerdotes! Atenção, israelitas! Escute, ó família real! Esta sentença é contra vocês” (Os 5:1). As terríveis consequências da Queda não desviam de nenhum filho de Adão. “Todos pecaram e separados estão da glória de Deus” (Rm 3:23). Mas o texto nos mostra que o problema com o pecado não é apenas sua extensão, atingindo a todos os homens, mas também a profundidade em que penetra em cada ser humano, afetando todas as suas faculdades.As obras impedem de voltar para Deus, Is 59:2

O proceder do homem natural é corrompido de tal forma que ele só faz pecar e pecar. Nem mesmo uma reforma exterior ele pode apresentar de forma consistente, pois “suas ações não lhes permitem voltar para o seu Deus” (Os 5:4a). A prática do pecado se torna um hábito tão natural que o homem quase nunca percebe que sua natureza está dominada pelo pecado. Não raro as pessoas consideram seus pecados como sendo falhas desculpáveis, e as vezes os defendem como uma virtude. Na verdade, estão tão acostumados aos seus pecados quanto se acostumaram à cor da pele. “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão acostumados a praticar o mal” Jr 13:23.

Contrariando os profetas citados, os homens acreditam que é tudo uma questão de escolha, que basta ao homem preferir o bem que é capaz de fazê-lo. Chamam a essa capacidade de livre-arbítrio. Porém, a Escritura não oferece nenhum respaldo a essa filosofia humanista, quando diz que “todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3:12). Isto é corroborado pela observação e a experiência de cada um, que não consegue encontrar um só homem na história que tenha superado sua inclinação para o mal e vivido sem pecar. E quando olhamos para nós, temos que confessar que o “porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7:19).

O coração é dominado pelo pecado, Mc 7:21-23

Num nível mais profundo, o pecado domina o coração das pessoas, “um espírito de prostituição está no coração deles” (Os 5:4b), diz o mensageiro do Senhor. No Gênesis o diagnóstico divino sobre o coração humano era de que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gn 6:5) e que tal condição não exclui nem as crianças, pois “a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice” (Gn 8:21). As palavras de Salomão sobre o ímpio de que “há no seu coração perversidade, todo o tempo maquina mal” (Pv 6:14) não se aplica apenas a Hitler e a quem esquarteja namoradas, mas também a pais de famílias honestos, pois “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso” (Jr 17:9).

Não é o homem que determina como seu coração deve ser, mas o coração é que determina como o homem é, “porque, como imaginou no seu coração, assim é ele” (Pv 23:7). Um homem sempre procederá de acordo com a natureza de seu coração. Se este for endurecido e mau, então tal pessoa resistirá ao Espírito e procederá de forma contrária à lei de Deus. Por isso que as pessoas dos dias de Oséias não podiam voltar para Deus, pois seus coração estavam dominados por um espírito de prostituição e dominavam o comportamento deles. E é por isso que o homem moderno não pode converter-se a Deus, pois a natureza de seu coração é má e o incapacita para o bem.

O pecado cega o entendimento, 1Co 2:14

O pecado afeta também a mente do homem, cegando-o para as coisas de Deus. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2:14). Ao invés de se voltar para Deus “o povo que não tem entendimento corre para a sua perdição” (Os 4:14), ainda mais que por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes” (Rm 1:28). Outro profeta descreve a cegueira do povo como sendo pior que a dos animais, pois “o boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is 1:3).

Como “tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tt 1:5), não são capazes de compreender a mensagem do evangelho. Precisam, antes, ter “iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1:18), do contrário sua mente irá das trevas presente para as trevas exteriores, sem conhecer a luz do Senhor.

Conclusão

O livre-arbítrio como capacidade do homem se voltar para Deus é uma mentira de Satanás, que assim perverte o evangelho, levando homens a torná-lo persuasivo a defuntos. Pois os pecadores não experimentam outra realidade senão o pecar, tornando a rebelião a Deus um hábito que não podem mudar. Além disso, seu coração que determina suas ações é fonte de toda sorte de males, sendo enganoso e perverso, portanto desinclinado às coisas de Deus. E sua mente é corrompida de tal forma pelo pecado que o evangelho lhe parece loucura indigna de crédito, só aceitando naturalmente se a mensagem for modificada de tal maneira que não se pareça em nada com o evangelho da glória de Deus. Diante disso, eles até “voltam, mas não para o Altíssimo” (Os 7:16). Igrejas lotam, mas corações continuam vazios de Deus, ocupados somente com a prostituição espiritual “porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus” (Os 4:12).

Soli Deo Gloria

Matheus Bastos

Fonte: Cinco Solas (excelente!)

A última letra do TULIP

por Adam Parker

Não, não é o “P”! Quer dizer a última letra com que potenciais calvinistas concordam. Estou falando sobre o infame “L”, que significa Expiação Limitada. Estou juntando uma lista crescente de amigos que têm aprendido a se alegrar na queda radical do homem, na escolha soberana de Deus, no chamado eficaz do Espírito, e na preservação de seu povo. Em outras palavras, conheço um monte de calvinistas de quatro pontos. Eu iria chamar esse post de “Expiação Limitada para iniciantes”, mas me pareceu espertinho demais. Além disso, não quero que essas pessoas pensem que estou as chamando de iniciantes.

O que queria fazer aqui era uma série de argumentos dirigidos a fim de provocar a reflexão e não responder exaustivamente esse assunto de uma forma tediosa.

Reflexão #1:

Expiação limitada não é sobre quão valioso é o sangue de Jesus. Pelo contrário, é uma declaração sobre a intenção do Filho de vir e entregar sua vida “de minha própria vontade”. Qual era a intenção de Jesus, em outras palavras? J.I. Packer define expiação limitada dessa forma: “a morte de Cristo realmente afastou os pecados de todos os eleitos de Deus e garantiu que eles seriam trazidos à fé pela regeneração, e guardados em fé para a glória, e que isso é o que ela pretendia alcançar”.

Reflexão #2:

Se você crê que o Pai elegeu somente alguns, que o Espírito atrai somente alguns, então, ao negar a Expiação Limitada, você coloca o Filho contra o Pai em seu propósito, porque você tem o Pai escolhendo alguns, o Espírito atraindo alguns, e o Filho expiando por todos, com a intenção de salvar a todos. Isso cria um dilema trinitariano onde eu não gostaria de estar. Pelo contrário, vamos dizer que o Pai escolhe seu eleito, o Espírito atrai seu eleito e o Filho remove o pecado do eleito, dando a eles Sua própria justiça em seu lugar. Esse é o propósito unânime de Deus na salvação e que o traz grande glória.

Reflexão #3:

Se Jesus realmente expiou os pecados daqueles no inferno, não somente devemos acusar Deus de dupla punição (castigando o mesmo pecado duas vezes), mas temos uma situação em que o pecado de alguém foi removido. Mas então, por qual pecado essa pessoa sofre no inferno? Tenho ouvido muitos argumentarem que elas são punidas por sua incredulidade. Entretanto, John Owen celebremente argumentou que se Cristo morreu por todos os pecados do pecador, então ele deve ter morrido pelo pecado da incredulidade. Se, então, Owen argumenta, o pecado da incredulidade foi expiado, não há base para punição no inferno. E, se alguém argumenta que todos os pecados, exceto a incredulidade, são expiados, então não é o calvinista quem limita a expiação, mas a pessoa que afirma que Cristo não morreu por todos os pecados de alguém.

Reflexão #4:

Existem muitos versos que ensinam que aquele que crê será salvo, mas eles não contradizem a Expiação Limitada. Da mesma forma, existem muitos versos que exaltam a morte de Cristo “pelo mundo”. Cada um desses versos pode ser individualmente respondido. D.A. Carson argumenta que “tanto arminianos quanto calvinistas deveriam afirmar corretamente que Cristo morreu por todos, no sentido de que a morte de Cristo foi suficiente para todos e que a Escritura retrata Deus convidando, ordenando e desejando a salvação de todos, movido por amor”. E assim fazemos. Afirmamos que Cristo morreu pelo mundo, mas cuidadosamente definimos o que queremos dizer com isso, como todos deveriam fazer. (Incidentalmente, recomendo o artigo de Carson, que expande isso um pouco mais).

Reflexão #5:

Existem muitos versos que ensina a intenção particular de Cristo em entregar sua vida. Isso inclui Cristo falando sobre pretender salvar “Seu rebanho”: João 10.11,15; “Sua Igreja”, Atos 20.28, Efésios 5.25-27; “Seu povo”, Mt 1.21; e “os eleitos” Rm 8.32-25. Além disso, a Bíblia fala de Cristo vindo para salvar alguns: João 6.37-40, Rm 5.8-10, Gl 2.20, Gl 3.13-14, 1 Jo 4.9-10, Ap 1.4-6, Ap 5.9-10. Também vemos a intenção particular de Jesus de não apenas dar sua vida por suas ovelhas na oração sacerdotal em João 17.9: “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste”*. Se Jesus estava tentando salvar toda pessoa que já viveu ou viveria, então essa seria uma oração muito curiosa, na verdade. Como Packer coloca: “É concebível que ele se recusasse a orar por alguém por quem ele pretendia morrer? A Redenção Definida é a única visão que se harmoniza com esses dados”.

* Muito obrigado a Louis Berkhof e J.I. Packer pelas referências bíblicas.

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Original aqui