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O que aconteceu com as Assembleias de Deus ?

A Assembléia de Deus é uma das igrejas que eu mais respeito. Particularmente gosto de ver o espírito de consagração das irmãs de oração, de perceber a dedicação dos obreiros cristãos a causa do reino, além de contemplar a seriedade de milhões de irmãozinhos cujo caráter aponta para o fato de que verdadeiramente foram regenerados pelo Espírito Santo.A história das Assembléias de Deus se iniciou no Brasil em 19 de novembro de 1910 com a chegada em Belém do Pará, dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg. Em um século de serviço cristão a Assembléia de Deus multiplicou-se assustadoramente, tornando-se a maior denominação evangélica do Brasil. Do Oiapoque ao Chuí, milhares de congregações foram estabelecidas, levando milhões de brasileiros à experiência da salvação eterna.

Sou grato a Deus pelo trabalho dos pastores que com dedicação serviram ao Senhor com compromisso e integridade, desbravando os rincões de pobreza neste país pregando o Evangelho de forma apaixonada. Entretanto, nos últimos dias, o Evangelho que alguns pregadores das Assembléias de Deus têm anunciado, contrapõem-se em muito ao pregado pelos seus fundadores. Infelizmente alguns dos seus  pastores tornaram-se adeptos da teologia da prosperidade negociando valores e princípios que jamais foram negociados em quase um século de existência. Para piorar a situação, O presidente de um dos seus mais importantes campos, o Bispo  Manoel Ferreira, que é deputado federal e líder máximo da CONAMAD – Convenção das igrejas Assembléias de Deus do ministério Madureira, Estabeleceu uma aliança com o reverendo Sun Myung Moon, da seita Igreja da Unificação.

Para piorar a situação, parte dos pastores assembleianos negociaram o voto do rebanho fazendo alianças escusas com candidatos a cargos eletivos no país. Se não bastasse isso,   parte deste povo abençoado tem sido influenciado pela nefasta teologia da confissão positiva, proporcionando a dezenas de milhares de pessoas em todo país o adoecimento de sua fé.
Diante de todo este imbróglio, rogo ao Senhor Deus que  tenha misericórdia de cada um de nós e abençoe  esta grande denominação, fazendo-a regressar ao puro e simples evangelho de Jesus Cristo.Pense nisso!

Renato Vargens

Lamúrias de um pentecostal biblicocêntrico.

Talvez alguns me considerem um anti-pentecostal, mas se for para concordar com as aberrações que tem norteado o arraial pentecostal, prefiro ser considerado assim.
Nos últimos anos tenho sido muito crítico; crítico pela leitura, crítico pela realidade que me perpassa, pois tudo o que vejo no meio da igreja pentecostal hoje é movimento, não avivamento.
A postagem abaixo mostra claramente como vão minhas discordâncias com as aberrações que, no seio de algumas igrejas, são consideradas “normais”, afirmando que tais coisas são frutos da “unção do Espírito Santo.”

Cinseramente, há um tempo eu me cansei. Cansei de meninices, cansei de infantilidades e atrocidades cometidas em nome de Deus. Cansei de ouvir: “-Eis que ELE manda dizer!”, enquanto Ele, nada disse (Jeremias 23.21), e graças a Deus sei que não sou um crítico que só sabe falar mal das coisas, pois o Senhor está ao meu lado, pela sua Palavra que diz: “Portanto, eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro. Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse.” (Jr. 23. 30,31).

Creio piamente, declaro aqui, nos dons sobrenaturais dados pelo Espírito Santo, como também creio no batismo no Espírito Santo; não sou um cético a este respeito. O que eu não consigo concordar, muito menos admirar são as “macaquices cristianizadas” que tem imergido no meio da igreja pentecostal; “há um pequeno avivamento acontecendo!”, acreditam eles, mas tudo o que acontece não passa de coisas temporais e emocionalismos que se afloram nos momentos “de pico” no meio do culto, nada mais!

Estou cansado do “pegue na mão do seu irmão!”, estou enfadado do “vire pro irmão que está ao seu lado!”, estou enojado do “profetize para este crente que está à sua frente!”, estou enfastiado com o “Deus vai mudar a sua história e vai te exaltar!”, estou aborrecido com o “Abra esta boca de profeta e dê um grito de glória!”, etc. Infelizmente, há muito, alguns cultos pentecostais tem se reduzido a isto!

Hoje ouvi dizer de uma “prega-dor (a)”: “Quando eu vou numa igreja fria da vontade de sair correndo!” e ainda: “Estes crentes que não gosta de barulho não vão pro céu, porque lá é barulhada! Vá se acostumando crente!” .. e se há algum crente quieto no culto, prestando atenção na “pregação” (?), o indivíduo possuidor do microfone tem que lançar as piadinhas pentecostecas: “Não, porque tem crente que parece um picolé na igreja: gelado que só! Mais só tem o Espírito Santo que dá glória a Deus alto!” . O engraçado é que, saindo daquele culto, e passando um dia ou dois, nós vemos que TUDO o que alí aconteceu não passou de fogo de palha, pois não houve mudança, transformação, nem sequer arrependimento; Ora, cadê a igreja “quente” do domingo, do congresso, da conferência, da festividade? É triste ver como as pessoas ficam inflamadas no domingo, mas depois se transformam em cristãos invisíveis pelo resto da semana!

Nossas pregações não têm trazido libertação real, muito menos arrependimento ou uma real conversão; ao contrário, têm trazido mais infantilidade/imaturidade espiritual, mais movimento e mais pirotecnias que em nada edificam. Como disse Charles Spurgeon: “A pregação que deixa de fora a cruz é a chacota do inferno.” e ainda: “O sermão que não conduz a Cristo, ou do qual Jesus Cristo não é a essência, é o sermão que faz rir os demônios no inferno”. Existem diferenças entre o sensacionalismo e o poder de Deus: O primeiro apenas exalta as emocões; o segundo muda o caráter.

Estou cansado de tudo isto, e louvo cinseramente a Deus por estar cansado destas coisas, pois persistir em erros é ignorância. Somente oro para que o SOLA SCRIPTURA volte a ser primazia na igreja.
 
Paz à você,
Cleison Brugger